Monarquia
Livros Monárquicos.
Estes seis livros traçam a historia da monarquia em Israel, de seu encetamento em 1043 a.C. ate sua destruição em 586 a.C.
1 e 2 Samuel
Autor: Samuel (até 15. 24), depois Natã e Gade Local: Israel
Tema: Reino Estabelecido data: 1100 – 970 a.C.
Autoria: na verdade, o autor de 1 e 2 Samuel e anônimo, mas a tradição talmúdica judaica diz que o livro foi escrito por Samuel. Samuel poderia ter escrito a primeira porção do livro, mas sua morte registrada em 1 Samuel 25. 1 deixa obvio que ele não escreveu todo o 1 e 2 Samuel. Samuel escreveu o livro (10. 25) e relatos que estavam disponíveis. Como líder de um grupo de profetas (vejam 10. 5; 19. 20), Samuel seria um lógico candidato a autoria bíblica.
1 Crônicas 29. 29 faz referencia ao “Livro de Samuel, o Vidente”, ao “Livro de Natã”, o profeta e ao “Livro de Gade”, o vidente. Todos os três nomes contribuíram para estes dois livros, e é bem provável que o único compilador, provavelmente membro da escola profética, tenha usado essas crônicas para compor o livro de Samuel.
Samuel, o último juiz e primeiro grande profeta em Israel, unge o primeiro rei. Ainda que as credenciais físicas de Saul sejam impressionantes, sua atitude de indiferença para com Deus resulta em que o reino é tirado de sua família. Em seu lugar, Samuel unge o jovem Davi como o rei eleito. Davi se transforma em crescente ameaça para o Saul doentiamente ciumento, e eventualmente foge para o deserto a fim de salvar a própria vida. A mão protetora de Deus, porém, acha-se nitidamente estendida sobre Davi, ainda quando a mão divina de juízo está sendo sentida por Saul e sua família ao consultar insensatamente uma médium em Em-Dor, Saul ouve sua própria ruina pronunciada. Segundo a fiel palavra da profecia, Saul e seus filhos são mortos no dia seguinte em combate.
Conteúdo:
· O livro de 1 Samuel começa narrando a historia de um fracassado pai, o sacerdote Eli. Num tempo de frieza e abandono de Deus, experimentado pelo povo de Israel, Samuel vem como uma resposta de oração, onde Deus atende aos pedidos de sua mãe Ana.
· Os filisteus havia invadido a terra, guerreando e tomando a arca do Senhor, levando-a cativa. Samuel assume a liderança do povo, cumpre seu ministério com devoção e fidelidade, convida o povo a um arrependimento nacional e os conduz á uma vitoriosa batalha contra os filisteus (a arca do Senhor só é trazida por Davi muitos anos mais tarde).
· Israel decide trocar o governo de um Deus por um humano rei visível e escolhe a monarquia. Saul é escolhido como o primeiro rei de Israel. Posteriormente é rejeitado por Deus devida a três grandes pecados.
· 2 Samuel é o livro que conta a historia de Davi, seus sucessos e fracassos. Davi e personagem central de toda narrativa. Os primeiros 10 capítulos contam as vitórias de Davi contra seus inimigos. Mas este livro também conta o maior pecado de Davi e as consequências deste pecado. Davi desejou construir o templo para o Senhor, mas este projeto não era pra ele executar. Davi, porem, acumulou recursos para que seu filho e sucessor, Salomão, construísse o templo.
Chaves para 1 Samuel:
Palavra chave: transição
Versículo chave: (13. 14; 15. 22)
Capitulo chave: (15)
Chaves para 2 Samuel:
Palavra chave: Davi
Versículo chave: (7. 12 – 13; 22. 21)
Capitulo chave: (11)
Cristo em 1 Samuel – Samuel é um tipo de Cristo, no fato de ser profeta, sacerdote e juiz. Muitíssimo reverenciado pelo povo, ele introduz uma nova era.
Davi e um dos perfis primordiais veterotestamentários da pessoa de Cristo. Ele nasce em Belém, trabalha como pastor de ovelha e governa como rei de Israel. É o rei ungido que se torna precursor do Rei messiânico. Seus salmos tipicamente messiânicos brotaram dos anos de rejeição e perigo (Sl 22). Deus capacita Davi, homem “segundo seu próprio coração” (1 Sm 13. 14), a tornar-se o maior rei de Israel. O novo testamento especificamente chama Cristo de “o descendente de Davi segundo a carne” (Rm 1. 3) e “a Raiz e a Geração de Davi” (Ap 22. 13).
Cristo em 2 Samuel – como se viu a introdução 1 Samuel, Davi é um dos tipos mais importantes de Cristo no antigo testamento. A despeito de seu pecado, ele permanece sendo o homem segundo o próprio coração de Deus, em razão de sua atitude responsável e fiel diante de Deus. Ele as vezes fracassa em sua vida pessoal, mais jamais dissimula sua relação com om Senhor. Ao contrario dos reis que o sucedem, ele nunca permite que a idolatria se torne um problema em seu reinado. É um genuíno servo de Yahweh, obediente a sua lei e um rei ideal. Seu governo é comumente caracterizado por justiça, sabedoria, integridade, compaixão e coragem. Havendo conquistado Jerusalém, assentou-se no trono de Melquisedeque, o “rei de justiça” (Gn 14. 18). Davi é padrão pelo qual todos os reis subsequentes são medidos.
Naturalmente, a vida de Davi, como se acha registrada nos capítulos 1 – 10, e um perfil muito melhor do futuro Messias do que a sua vida vista nos capítulos 11 – 24. O pecado desfigura o potencial. A forma mais próxima na qual ele figura o rei que estava por vir pode ser vista no importante pacto que Deus fez com ele (7. 4 – 7). Davi deseja construir uma casa para Deus; mas, em vez disso, Deus faz uma casa para Davi. As mesmas três promessas de um reino, um trono e uma descendência eternos são mais tarde dadas em Cristo (Lc 1. 32 – 33). Há nove diferentes dinastias no reino de Israel ao norte, mas apenas uma dinastia em Judá. A promessa de uma dinastia permanente se cumpre em Cristo, o “filho de Davi” (Mt 21. 9; 22. 45), que se assentara no trono de Davi (Is 9. 7; Lc 1. 32).
Ana uma mulher dedicada.
Em meio ao materialismo e desumanidade de Israel no período dos juízes, Ana apareceu como uma mulher de fé. De sua casa nas colinas do norte de Jerusalém, Ana tinha ido até Siló, o lugar nacional de adoração. A tristeza de seu coração e a persistência de sua oração contrastavam profundamente com a corrupção que prevalecia no meio religioso sob liderança dos filhos de Eli (1 Sm 2. 12 – 17).
A vida pessoal de Ana era marcada pelo desespero de não poder ter filhos, enquanto se desviava das provocações irritantes de Penina. Sua oração demonstrou abdicação ao pedir um filho que ela apresentaria a Deus para seu serviço (1 Sm 1. 11). Ficou evidente que Ana era amada e valorizada por Elcana simplesmente por ser ela mesma. Porem a intensidade do amor de um marido dedicado não poderia acabar com sua inquietação interior nem compensar seu anseio de ter um filho. O pulsar das emoções, o seu desespero, era tão evidente nas orações de Ana ao ponto de o idoso Eli acusa-la de embriaguez. Mas, além das orações e lagrimas, Ana apresenta um voto. De fato, faz uma aliança com Deus; ela prometeu devolver-lhe a vida preciosa que ele talvez concedesse. Deus honrou o ato ousado e decidido de Ana.
A sua fé foi recompensada, e seu filho foi chamado Samuel (heb. Shemu’el, “ouvida por Deus”), pois “do Senhor pedi” (1 Sm 1. 20). Como era costumeiro, ela, provavelmente, amamentasse a criança por alguns anos, tendo tempo de transmitir a Samuel seu próprio espirito de profunda reverencia e devoção e também unir amorosamente seu coração ao filho pelos braços maternos. Mesmo assim, ela cumpriu sua promessa ao Senhor. Mandou seu filho, ainda muito jovem e impressionável, para o meio do corrompido meio de adoração. Mesmo que, do ponto de vista humano, isso parecesse beirar a insensatez, este foi um ato de santo sacrifício. Seu compromisso era com Deus; ela havia combinado com Deus que esta seria sua dadiva. Com visão profética, semeou para a formação da geração seguinte, conforme a promessa.
Samuel cresceu e tornou-se o ultimo juiz, um excelente e talentoso profeta e aquele que ungiu os dois primeiros reis de Israel. Samuel foi um líder espiritual de grande importância que levou a nação a voltar-se para Javé. Sua mãe, Ana, teve seu papel nesse despertar espiritual quando confiou em Deus, deixando para toda posteridade um exemplo de devoção determinada em sua maternidade.
Quadro de 1 Samuel:
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foco |
Samuel |
Saul |
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1.1 7.17 |
8.1 31.13 |
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divisões |
Transição de liderança 1. Eli - Samuel |
Judicatura de Samuel |
Transição de liderança 2. Samuel - Saul |
Reinado de Saul |
Transição de liderança 3. Saul – Davi |
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1.1 3.21 |
4.1 7.17 |
8.1 12.25 |
13.1 15.9 |
15.10 31.13 |
|||
|
tópicos |
Declínio dos juízes |
Ascenção dos reis |
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|
Eli |
Samuel |
Saul |
Davi |
||||
|
1.1 3.21 |
4.1 7.17 |
8.1 15.9 |
15.10 31.13 |
||||
|
local |
Canaã |
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tempo |
c. 94 anos |
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Quadro de 2 Samuel:
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Foco |
Triunfos de Davi |
Transgressões de Davi |
Tribulações de Davi |
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1.11 0.19 |
11.1 1.27 |
12.1 24.25 |
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Divisões |
Triunfos políticos |
Triunfos espirituais |
Triunfos militares |
Pecados de adultério e homicídio |
Tribulações na casa de Davi |
Tribulações no reino de Davi |
|
|
1.1 5.25 |
6.1 7.29 |
8.1 10.19 |
11.1 11.27 |
12.1 13.36 |
13.37 24.25 |
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|
Tópicos |
Sucessos |
Pecado |
Fracasso |
||||
|
Obediência |
Desobediência |
Juízo |
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Local |
Davi em Hebrom |
Davi em Jerusalém |
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Tempo |
7 anos e meio |
33 anos |
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1 e 2 Reis
Autor: Jeremias Local: Israel
Tema: reino dividido / reino cativo data: 970 – 560 a.C.
A primeira metade de 1 Reis delineia a vida de Salomão. Debaixo da sua liderança, Israel sobe aos píncaros da sua magnitude e gloria. Os grandes empreendimentos de Salomão, inclusive o inexcedível esplendor do templo que ele constrói em Jerusalém, granjeiam para ele fama e respeito mundiais. Mas o zelo de Salomão por Deus diminui em seus últimos anos, quando as esposas pagãs desviam seu coração do culto no templo de Deus. Resultado: o rei, com o coração dividido, deixa para traz um reino dividido. Para o século seguinte, o livro de 1 reis delineia as histórias gêmeas de duas series de reis e duas nações de pessoas desobedientes que avançam indiferentes aos profetas e preceitos de Deus.
Conteúdo:
· Salomão substitui seu pai, Davi, no trono e durante quarenta anos reinou sobre Israel. A principio tudo estava indo muito bem ate que o poder, o luxo e as riquezas lhe subiram a cabeça e dai surgiram muitos e difíceis problemas. Para agradar suas mulheres estrangeiras construiu altares pagãos e se entregou a idolatria.
· Ao morrer, seu filho Roboão assume o trono e por aumentar ainda mais os impostos, num clima de revolte, as doze tribos separam-se dividindo o reino em dois.
· O reino do norte, sob a liderança de Efraim, entrega seu tono a Jeroboão e o reino do sul, com Judá e Benjamim, mantém o trono de Roboão.
· 1 reis relata, também, a historias dos reis, tanto Israel como Judá. Destaca-se neste livro o contexto especifico e o ministério do profeta Elias.
Chaves para 1 Reis:
Palavra chave: divisão do reino
Versículo chave: (9.4 – 5; 11.11)
Capítulo chave: (12)
Cristo em 1 Reis: Salomão tipifica Cristo em diversas maneiras. Sua lendária sabedoria aponta para o “Cristo Jesus, que nos tornou sabedoria de Deus” (1 Co 1. 30). A fama, a gloria, riqueza e honra de Salomão traz conhecimento, paz e culto. Entretanto, á despeito do esplendor de Salomão, o Filho do Homem mais tarde diz em sua vinda: “E eis aqui quem é maior que Salomão” (Mt 12.42).
O profeta Elias é mais típico de João Batista que de Cristo, mas seu ministério profético e suas obras miraculosas ilustram aspectos da vida de Cristo.
A planta do templo de Salomão:
Chaves para 2 Reis:
Palavra chave: Cativeiros do Reino
Versículo chave: (17. 22 – 23; 23. 27)
Capitulo chave: (25)
Cristo em 2 Reis: diferentemente das diversas dinastias do reino do norte, os reis de Judá reinam como uma só continua dinastia. A despeito da rainha Atália de destruir a casa de Davi, Deus permanece fiel ao seu pacto feito com Davi (2 Sm 7), preservando sua linhagem, Jesus, o Messias, e descendente direto.
Enquanto Elias é um tipo de João Batista (ver Mt 11. 14; 17. 10 – 12; Lc 1. 17), Elizeu nos lembra Cristo. Elias geralmente vive isolado do povo e enfatiza lei, o juízo é o arrependimento. Elizeu vive no meio do povo e enfatiza graça, a vida e a esperança.
E interessante ver como 1 e 2 Reis se contrastam:
|
1 Reis |
2 Reis |
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Abre-se com Davi, rei de Israel |
Fecha-se com Nabucodonosor, rei da Babilônia |
|
A gloria de Salomão |
A humilhação de Joaquim |
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Templo construído e consagrado |
Templo violado e destruído |
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Começa com bênçãos para obediência |
Termina com o juízo pela desobediência |
|
Crescimento da apostasia |
Consequências da apostasia |
|
O reino unido se divide |
Os dois reinos são destruídos |
Teologicamente, reis enfatiza o fato de que Deus é o soberano Senhor sobre a historia de Israel e de outras nações. O Senhor prediz e controla a historia e usa varias nações como seus instrumentos de juízo sobre Israel pelo fracasso em guardar o pacto. O rei deveria agir como sevo de Deus, guiando a nação a justiça e comunhão com o Senhor; a maioria dos reis, porem, perverteu o proposito de seu oficio por causa de sua rebelião moral e espiritual.
Segue –e um quadro dos reis de Israel e Judá:
|
Reis de Israel |
Reis de Judá |
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|
Nome |
Atitude |
Texto |
Nome |
Atitude |
Texto |
|
Jeroboão |
Fez o que era mau |
1 reis 12. 25 – 14. 20 |
Roboão |
Fez o que era mau |
1 Reis 12. 1 - 24 |
|
Nadabe |
Fez o que era mau |
1 reis 15. 25 – 31 |
Abias |
Fez o que era mau |
1 Reis 15. 1 – 8 |
|
Baasa |
Fez o que era mau |
1 Reis 15. 32 – 16. 7 |
Asa |
Fez o que era reto |
1 Reis 15. 9 – 24 |
|
Ela |
Fez o que era mau |
1 Reis 16. 8 – 14 |
Josafa |
Fez o que era reto |
1 Reis 22. 41 – 50 |
|
Zinri |
Fez o que era mau |
1 Reis 16. 15 – 20 |
Jeorão (Jorão) |
Fez o que era mau |
2 Reis 1. 16 – 24 |
|
Onri |
Fez o que era mau |
1 Reis 16. 29 – 22. 40 |
Acazias |
Fez o que era mau |
2 Reis 8. 25 – 29 |
|
Acabe |
Fez o que era mau |
1 Reis 16. 29 – 22. 40 |
Atália |
Fez o que era mau |
2 Reis 11. 1 – 21 |
|
Acazias |
Fez o que era mau |
1 Reis 22. 51 – 53 |
Joás (Jeoas) |
Fez o que era reto |
2 Reis 12. 1 – 21 |
|
Jorão (Jeorão) |
Fez o que era mau |
2 Reis 1. 19 – 8. 15 |
Amazias |
Fez o que era reto |
2 Reis 14. 1 – 22 |
|
Jeu |
Fez o que era mau |
2 Reis 2. 1 - 36 |
Urias (Azarias) |
Fez o que era reto |
2 Reis 15. 1 – 7 |
|
Jeocaz |
Fez o que era mau |
2 Reis 13. 1 – 9 |
Jotão |
Fez o que era reto |
2 Reis 15. 32 – 38 |
|
Jeoas (Joás) |
Fez o que era mau |
2 Reis 13. 10 – 24 |
Acaz |
Fez o que era mau |
2 Reis 16. 1 – 20 |
|
Jeroboão II |
Fez o que era mau |
2 Reis 14. 23 – 29 |
Ezequias |
Fez o que era reto |
2 Reis 18. 1 – 20. 21 |
|
Zacarias |
Fez o que era mau |
2 Reis 15. 8 – 12 |
Manasses |
Fez o que era mau |
2 Reis 21. 1 – 18 |
|
Salum |
Fez o que era mau |
2 Reis 15. 13 – 15 |
Amom |
Fez o que era mau |
2 Reis 21. 19 – 26 |
|
Manaem |
Fez o que era mau |
2 Reis 15. 16 – 22 |
Josias |
Fez o que era reto |
2 Reis 22. 1 – 23. 30 |
|
Pecaoas |
Fez o que era mau |
2 Reis 15. 23 – 16 |
Jeoacaz (Salum) |
Fez o que era mau |
2 Reis 23. 31 – 34 |
|
Peca |
Fez o que era mau |
2 Reis 15. 27 – 31 |
Jeoaquim (Eliaquim) |
Fez o que era mau |
2 Reis 23. 35 – 24. 7 |
|
Oseias |
Fez o que era mau |
2 Reis 17. 1 - 41 |
Joaquim |
Fez o que era mau |
2 Reis 24. 8 – 17 |
|
|
|
|
Zedequias (Matanhias) |
Fez o que era mau |
2 Reis 24. 18 – 25. 7 |
Contribuição a Bíblia: e 1 Samuel, o reino foi estabelecido, em 2 Samuel, foi consolado. 1 Reis leva um das alturas de sua gloria a um subto abismo de divisão e declínio. Este livro começa com uma serie de exemplos em sua descrição de cada lei, a qual e concluída em 2 Reis. O relato se alterna entre os reis de Israel e Judá de uma forma que sincronizam as duas monarquias. O ano da ascensão de cada rei e datado em termos de sua justaposição com o governo do outro reino. Usam-se formulas introdutórias e conclusivas e anuncia-se um veredicto teológico sobre o reinado de cada monarca. A vida e o governo de Davi são os padrões pelos quais os reis de Judá são julgados.
1 Reis também mostra como o ministério também profético alcançou sua naturalidade no final do reino unido é ao longo do reino dividido. Este livro descreve os ministérios de diversos dos profetas de Deus.
2 Reis continua e completa a historia de Israel e de Judá como nações. O reino fora estabelecido em 1 Samuel é consolidado em 2 Samuel. 1 Reis registra sua divisão e declínio; e 2 Reis, sua deterioração e destruição.
Quadro de 1 Reis:
|
Foco |
Reino unido |
Reino dividido |
||||||
|
1.1 11.43 |
12.1 22.53 |
|||||||
|
Divisões |
Instituição de Salomão |
Ascenção de Salomão |
Declínio de Salomão |
Divisão do reino |
Reinado de vários reis |
Reinado de Acabe com Elias |
Reinado de Josafa em Judá |
Reinado de Acazias em Israel |
|
1.1 2.46 |
3.1 8.66 |
9.9 11.43 |
12.1 14.31 |
15.1 16.28 |
16.29 22.40 |
22.41 22.50 |
22.5 1 22.53 |
|
|
Tópicos |
Salomão |
Muitos reis |
||||||
|
Reinado tranquilo |
Reinados tumultuados |
|||||||
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Local |
Jerusalém: Capital do Reino Unido |
Samaria: Capital de Israel Jerusalém: capital de Judá |
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Tempo |
40 anos |
90 anos |
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Quadro de 2 Reis:
|
Foco |
Reino Dividido |
Reino Sobrevivente |
||||
|
1.1 17.41 |
18.1 25.30 |
|||||
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Divisões |
Ministério de Elizeu sob Acazias e Jorão |
Reinado de dez reis de Israel e oito de Judá |
Queda de Israel |
Reinado de Ezequias e dois reis maus |
Reinado de Josias e quatro reis maus |
Queda de Judá |
|
1.1 8.15 |
8.16 16.20 |
17.1 17.41 |
18.1 21.26 |
22.1 24.16 |
24.17 25.30 |
|
|
Tópicos |
Israel e Judá |
Judá |
||||
|
Acazias e Oséias |
Ezequias e Zedequias |
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Local |
Israel deportado para Assíria |
Judá deportado para Babilônia |
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Tempo |
131 anos (853 – 722 a.C.) |
155 anos (715 – 560 a.C.) |
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1 e 2 Crônicas
Autor: Esdras Local: Judá
Tema: Judá e o templo data: 450 a 425 a.C.
Os livros de 1 e 2 Crônicas cobrem o mesmo período da história judaica descrito em 2 Samuel até 2 Reis, sendo a perspectiva, porem, diferente. Esses livros não são mera repetição do mesmo material, mas, antes, são livros editoriais sobre o povo de Deus. Enquanto 2 Samuel e 1 e 2 Reis apresenta a historia politica de Israel e Judá, os livros de Crônicas apresentam a historia religiosa da dinastia davídica de Judá. Os primeiros foram escritos no prisma profético e moral; os últimos, de uma perspectiva sacerdotal e espiritual. O livro de 1 crônicas começa com a linhagem real de Davi, então delineia a significação espiritual do reinado justo de Davi. O livro de 2 Crônicas forma o paralelo com 1 e 2 Reis, mas virtualmente ignora o reino de Israel ao norte, devido ao seu falso culto e recusa reconhecer o templo em Jerusalém. 1º e 2º Crônicas focaliza os reis que tomaram a piedade do rei Davi como padrão de vida e reinado. Ele fornece extenso tratamento a reformadores zelosos, tais como Asa, Josafa, Joás, Ezequias e Josias. O templo, e o culto no templo são centrais por todo o livro, como convém uma nação cujo culto a Deus e central a própria sobrevivência. O livro começa com o glorioso templo de Salomão e termina com o edito de Ciro para reconstrução do templo mais quatrocentos anos depois.
Conteúdo:
· Judá não era mais uma monarquia, mas um grupo de ex-exilados, que vivia uma estagnação espiritual, complexos de inferioridade e abandono. Esdras compilou esses livros com o objetivo de mostrar que ao povo de Judá que o Deus deles e o Deus soberano da Historia que estava interessado na nação e na adoração e obediência proporcionariam a concretização das promessas.
· 1 Crônicas começa com a retrospectiva genealógica provando que Deus escolheu, separou e os guardou. Começa com Adão, passando por Noé, Sem, Abraão, Jacó, Judá, Davi, Salomão, etc...
· Esdras é sacerdote e como tal tem seus olhares voltados aos aspectos eclesiásticos e espirituais da vida de Davi, como também com tudo o que se relaciona ao 1º templo, embora já tivessem vivendo a realidade do 2º templo, recém-construído. Assim como 1º Crônicas apresenta o mesmo relato histórico de 1º e 2º Samuel a parte de 1º Reis, também, 2º Crônicas relata a historia dos reis contidos em 1º e 2º Reis, concentrando-se, contudo, ao Reino de Judá.
Chaves para 1 Crônicas:
Palavra chave: Pacto DavídicoVersículo chave: (17. 11 – 14; 29. 11)
Capitulo chave: (1)
Cristo em 1 Crônicas: o pacto Davídico de 2 Samuel 7 se encontra uma vez mais em 1 Crônicas 7. 11 – 14. Salomão cumpriu parcialmente o pacto, mas a promessa da eternidade do trono de Davi só pode apontar para a vinda do Messias. A tribo de Judá e colocada primeiro na genealogia nacional em 1 Crônicas, já que a monarquia, o templo e o Messias (Gn 49. 10) viriam desta tribo. Visto que os livros de Crônicas são os últimos da bíblia hebraica, a genealogia nos capítulos 1 – 9 são uma introdução a genealogia de Cristo no primeiro livro do novo testamento.
Chaves para 2 Crônicas:
Palavra chave: conceito sacerdotal de Judá
Versículos chave: (7. 14; 16. 9)
Capitulo chave: (34)
Cristo em 2 Crônicas: o trono de Davi se foi, mas a linhagem de Davi permanece. Assassínios, traição, batalhas e cativeiro, tudo ameaçava a linhagem Messiânica; mas ela continua clara e ininterrupta desde Adão até Zorobabel. O cumprimento em Cristo pode ser observado nas genealogias de Mateus 1 e Lucas 3.
O templo também prefigura Cristo. Jesus afirma: “digo-vos, porem, que aqui está o que é maior que o templo” (Mt 12. 6). Ele também comparou seu corpo ao templo: “destruirei esse templo, e em três dias o reconstruirei” (Jo 2. 19). Em Apocalipse 21. 22, ele substitui o templo: “nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, é o Cordeiro”.
Quadro de 1º Crônicas:
|
Foco |
Linhagem real de Davi |
Reinado de Davi |
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1.1 9.44 |
10.1 29.30 |
||||||
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Divisões |
As genealogias de Davi e Israel |
Ascenção de Davi |
Aquisição da Arca |
Vitorias de Davi |
Preparação para o templo |
Últimos dias de Davi |
|
|
1.1 9.44 |
10.1 12.40 |
13.1 17.27 |
18.1 20.8 |
21.1 27.34 |
28.1 29.30 |
||
|
Tópicos |
Genealogia |
Historia |
|||||
|
Linhagem |
Atividade |
||||||
|
local |
Israel |
||||||
|
tempo |
Mil anos |
c. 33 anos |
|||||
Quadro de 2º Crônicas:
|
Foco |
Reinado de Salomão |
Reinado dos reis de Judá |
|||||
|
1.1 9.31 |
10.1 36.23 |
||||||
|
Divisões |
Posse de Salomão |
Conclusão do templo |
Gloria do reinado de Salomão |
Divisão do reino |
Reformas sob Asa, Josafa, Joás, Ezequias e Josias. |
Queda de Judá |
|
|
1.1 1.17 |
2.1 7.22 |
8.1 9.31 |
10.1 13.22 |
14.1 35.27 |
36.1 36.23 |
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Tópicos |
Templo construído |
Templo destruído |
|||||
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Esplendor |
Desastre |
||||||
|
Local |
Judá |
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Tempo |
c. 40 anos |
C, 393 anos |
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